terça-feira, outubro 07, 2008

Tempestade Sobre Washington

Eleições, eleições. Os maiores filmes políticos que vi são americanos. Gosto muito de Frank Capra e sua visão aparentemente ingênua e utópica do que deve ser uma democracia. Há algo de quase demagogo no otimismo dele, mas, por outro lado, seus filmes sempre são fiéis aos princípios de correção democrática que estão na base da construção da idéia de América.

Talvez por isso, um filme como A Mulher Faz o Homem (de Capra) seja muito melhor obra-tese do que visão do cotidiano da vida na política, mesmo nos altos escalões. Para isso, prefiro Tempestade Sobre Washington, de Otto Preminger.

O filme é centrado na batalha no senado americano para aprovar ou não o novo Secretário de Estado indicado pelo presidente americano. Quando um senador de Utah consegue levantar fortes entraves para derrubar a indicação, parte da bancada se mobiliza para descobrir um podre do senador e derrubá-lo.


Laughton (esq) é ACM

O grande sucesso de Tempestade Sobre Washington é a recusa do suspense. Seu andamento é calmo, e as conspiração não são tensas, e sim anedóticas, muito embora sejam também bastante perigosas, e até fatais. Adoro, em especial, a raposa sulista interpretada pelo grande ator inglês Charles Laughton, que tem muito do que imagino ter sido ACM no seu auge: uma mistura incrível de carisma e esperteza.

Tempestade Sobre Washington é de 62... Exatamente nessa época, Robert Drew dirigia seus fascinantes documentários sobre Kennedy, filmes leves e ágeis sobre os bastidores do poder.

Um comentário:

setaro disse...

Grande filme este 'Tempestade sobre Washington'.